Looping II – Memórias de uma segunda-feira vermelha, quente e doce

Einstein tinha muita razão quando disse que uma hora com a pessoa amada poderia parecer um segundo. Ainda mais se a intensidade dessa pessoa for elevada à décima potência.
Há um ano desejando, sonhando, idealizando o momento desse encontro. Imaginando cenas, palavras, toques…
Somente quando acontece é que temos noção da dimensão do que realmente existe: o sentimento.
Cada segundo da pele com a pele, da respiração ofegante, das palavras ditas – e as não ditas porque o beijo interrompeu -, do movimento instintivo sutil e abrupto, dos olhares profundos, da entrega total, da vontade de que não tivesse fim, agora está eternizado nas páginas do universo.
Já havia imaginado que seria intenso, mas não que seria tão avassalador. Que viesse pra derrubar tudo que já havia sentido e vivido em todos os instantes de minha breve vida.
Tanto que a vontade agora era estarmos sós numa ilha deserta, repetindo – e concluindo – esse momento tanto quanto fosse necessário, sem que nada nem ninguém nos interrompesse…
Era poder olhar dentro de tuas jabuticabas e sentir a respiração no alto relevo de teu peito, deixar tua voz rouca ecoar vibrando em minha pele, te olhar sentindo com os lábios e a língua meu corpo todo, fazer um baile de dedos pelos teus braços desenhados e definidos, com minhas pequenas mãos ler tuas fartas coxas, largas costas e tenro abdômen, nesse braile todo que é você…


Um comentário sobre “Looping II – Memórias de uma segunda-feira vermelha, quente e doce

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s